28 de abril de 2012

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Jogos como estratégia para o desenvolvimento de aprendizagem

Jogos como estratégia para o desenvolvimento de ambientes de aprendizagem
Os PCNs citam que as atividades de jogos permitem ao professor analisar e avaliar os seguintes aspectos:

– Compreensão: entender o processo do jogo, autocontrole e o respeito a si próprio.


– Facilidade: construir uma estratégia vencedora.


– Possibilidade de descrição: capacidade de comunicar o procedimento seguido e da maneira de atuar.


– Estratégia Utilizada: capacidade de comparar com as previsões ou hipóteses.


A participação em jogos de grupo também representa uma conquista cognitiva, emocional, moral e social, assim como um estímulo ao desenvolvimento de sua competência matemática.


Isso porque, além de ser uma atividade natural para o desenvolvimento dos processos psicológicos, os alunos fazem sem a obrigação “imposta”, apesar das exigências, regras, normas e controle.


Com isso, as crianças aprendem a lidar com símbolos e a pensarem por analogia, ou seja, os significados das coisas passam a ser imaginados por elas.


Com isso, elas tornam-se criadoras de convenções e capacitadas a se submeterem a regras e a darem explicações.


Jogos e recreações são representados atualmente como estratégias ao desenvolvimento de ambientes de aprendizagem.


Eles propiciam criatividade pelas suas qualidades intrínsecas de desafio à ação voluntária e consciente, os quais estão incluídos nas inúmeras estratégias do material didático.


Além disso, permite a passagem do fazer para compreender, que é essencial no contexto escolar, principalmente no aprendizado da Matemática.


Isso pode ser facilmente entendido, pois o conhecimento lógico-matemático é construído pelas crianças por um processo “de dentro para fora, em interação com o ambiente físico e social, e não por internalização, de fora para dentro, por meio de transmissão social” (KAMII, 1995, p. 17).


Kamii enfatiza que os jogos são um recurso motivador à aprendizagem das quatro operações, pois envolvem regras e contribuem ao desenvolvimento da autonomia.


Ela defende sua utilização no ambiente escolar porque as atividades com jogos “[...] são melhores que folhas de exercícios [...], fornecem oportunidades para criar estratégias, um trabalho intelectualmente mais estimulante” (1995, p. 147–148).


A justificativa de os alunos criarem seus materiais se deve à ideia de verificar que tipo de matemática eles estão pensando, que tipo de estratégias eles montam e, consequentemente, que erros comentem ao realizar as contas, de modo que seja possível uma intervenção auxiliando no aprendizado dos alunos.


Além disto, ao elaborarem seus próprios jogos, os alunos acabam participando mais de toda a atividade.


O objetivo é melhorar as capacidades de estratégia, cálculo mental, noção espacial e lógica, bem como na formação do caráter do aluno em relação à honestidade, companheirismo, respeito às regras e ao resultado do jogo (saber perder), tornando a aprendizagem matemática mais significativa e o trabalho do professor mais prazeroso.

  
Referências:
BRASIL, Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: 1998;
KAMII, Constance. Desvendando a Aritmética. Campinas: Papirus, 1995.

Ana Laíde Videira Yamana
 

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